CineReforma - Em Defesa de Cristo

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Resposta ao Desafio Reforma Agora!





por Rodrigo Toledo

Eis uma questão dificílima na teologia. O cristianismo ortodoxo sempre confessou que Cristo tem duas naturezas, uma divina e outra humana. Essa afirmação, ao longo dos anos, gerou vários problemas de ordem doutrinaria, como por exemplo, afirmar que Jesus é 50% homem e 50% Deus. Ou ainda, dizer que Jesus só passou a ser o Cristo por intermédio de seu batismo, onde sua natureza humana teria sido assimilada pela divina.

As duas afirmações acima são heréticas, e por tanto, não são dignas de crédito. Mas então, como resolver essa questão?

Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que não compartilho da visão que mostra Cristo como um ser que não teria conseguido trazer todos os seus atributos divinos para o "viver terreno" por causa das limitações do corpo e da natureza humana. Isso é uma visão simplista e unilateral do que Paulo diz em Fp 2.6-8. Prefiro olhar sob o prisma de Cl 1.19 e Jo 1.14. E em segundo lugar, não quero aqui tentar separar as naturezas de Cristo como se pudesse dissecar uma peça cadavérica. As Escrituras demonstram, porém, certos aspectos em Jesus que somente uma ou outra natureza poderia realizá-los, e isso é inegável!

Isto posto, vamos a resposta do desafio:"Defendida no Concílio de Éfeso (431 d.C) e esclarecida no Concílio de Calcedônia (451 d.C), a doutrina das duas naturezas afirma que a pessoa única de Jesus Cristo é divina e humana. Na encarnação, as duas naturezas tornaram-se unidas em uma única pessoa. As duas naturezas permanecem distintas, isto é, não são fundidas ou modificadas para formar uma terceira natureza composta." Dicionário de Teologia Grenz, Guretzki e Nordling; Editora Vida.

Entendendo que as duas naturezas de Jesus não se fundem, também entendemos que, em certos momentos Jesus age como um autêntico homem, e em outros momentos, como autêntico Deus, não significando que Ele abandone essa ou aquela natureza, pois as duas estão presentes Nele, distintamente e simultâneamente. Apartir daí, podemos mergulhar um pouco mais fundo em Mc 13.32.


Quando Jesus faz a declaração de que nem mesmo Ele saberia dizer o dia e a hora em que viria, está na realidade demonstrando ser Ele humano, e não somente Deus. Jesus precisava deixar clara sua condição de homem, e também, de Deus. Para esclarecer que é homem, Jesus fez questão de demonstrar que sentia cansaço, sede, fome e sono. Além disso, nunca abriu mão do título "Filho do homem" (Quem dizem os homens ser o Filho do homem?); nunca deixou de se submeter a autoridade do Pai, e Dele dependia em oração; precisou crescer em conhecimento; etc. Para Jesus, era preocupante a idéia de que seus discípulos viessem a acreditar que Ele é somente Deus, destituído de humanidade.


Para esclarecer que também é Deus, Jesus disse algumas frases como "Eu e o Pai somos um (mesma essência)", "onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei eu (onipresença)", "perdoados estão os teus pecados (quem pode perdoar senão Deus?)", "antes mesmo de Abraão existir, Eu Sou (pré-existência)", "quem vê a mim, vê o Pai", etc. Seria um desastre doutrinário acreditar que Jesus é somente homem, e Ele por vezes se importou com isso!
Levando em consideração todos esses apontamentos, podemos chegar a seguinte conclusão: "em Mc 13.32, Jesus não está negando sua divindade, nem ainda negando que saiba realmente o dia e a hora da sua vinda (como Deus), mas simplesmente esclarecendo que não seria capaz de saber apenas em sua natureza humana, deixando muito claro que Ele é tanto Deus como homem." Ou seja, Cristo, por diversas vezes, preocupou-se em ensinar aos discípulos sobre suas duas naturezas.
O erro de interpretação está exatamente em isolar essa passagem de outras. Aliás, a maioria das seitas cometem esse erro: isolam versículos de outras passagens, pinçam esse versículo para fora de seu contexto, e fazem cavalo-de-batalha com ele.
O que temos em Mc 13.32 é uma lição doutrinária e teológica da parte de Cristo sobre Sua própria pessoa, e não, uma pseudo-confissão de uma aparente deficiência.
A Deus toda Adoração!



A melhor resposta enviada pelo público foi:


Thaís disse...
Com certeza Cristo está mostrando sua natureza humana. Ele fez isso algumas vezes, ou seja, afirmar e reafirmar a nossa necessidade de que ele (Cristo) tenha uma natureza humana, afim de fazer expiação por nós!

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