CineReforma - Em Defesa de Cristo

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Como Tratar os Gays na Igreja?!



Amor questionado, disparidade econômica na igreja e como tratar os gays


MANOEL SILVA FILHO


1. Apesar da Bíblia dizer que o amor é que conta e que devemos amar o próximo de forma incondicional como a nós mesmos e que nós devemos nos envolver com ele pelo o que ele é, e não pelo que ele tem ou por aquilo que ele pode dar de retorno como uma estatística a mais na minha igreja, e que invariavelmente devemos primeiro amá-lo por tempo indeterminado e deixar os resultados de mudança e crescimento com Deus...

Como é que muitos seguimentos da fé ao se aproximarem das pessoas, carimbam nelas uma etiqueta de “não-cristão”, as vendo apenas como “campo evangelístico”, impondo prazos definidos para elas mudarem, e se não se satisfazem com os resultados, dão as costas e saem à cata de novos candidatos à sua equivocada “evangelização”?

Pense...

2. Apesar da igreja primitiva do primeiro século ser um modelo padrão de comunidade expressando a verdadeira convivência entre cristãos, ONDE NÃO HAVIA NENHUM NECESSITADO ENTRE ELES, porque na igreja atual há tanta disparidade social e econômica, onde as pessoas ricas se fecham em seus pequenos impérios particulares cerrando os olhos e a carteira para a necessidade dos menos privilegiados, e é onde se vê mais egoísmo e individualismo do que bondade, generosidade e desejo de compartilhar?

Pense....

3. Apesar da ênfase inclusiva do ensino do Novo Testamento, a igreja ainda não sabe lidar com os gays que se aproximam dela.

Esta classe está crescendo e se espalhando cada vez mais. Hoje em dia, ser homossexual não é mais sinônimo de baixaria, mas a partir do âmbito artístico, atingiram também muitos outros setores da sociedade, ocupando cargos importantes, demonstrando destreza, capacidade e inteligência no que fazem. Muitos são sóbrios, sensíveis e bem educados, não tendo os trejeitos afetados das bichas desvairadas. A igreja não percebeu a mudança, estagnada em conceitos de 30 anos atrás. Hoje exige-se uma abordagem inteligente que esteja comprometida com a Verdade, sem no entanto, comprometer os valores absolutos da Palavra de Deus, e ao mesmo tempo enfronhada nas mudanças substanciais que acontecem na sociedade. Ja vi pastores fazerem piadinhas sem graça sobre gays no púlpito e isso só complica uma compreensão melhor sobre o problema.

Outro aspecto que a igreja peca, é no discipulado dessas pessoas. Quando um gay se converte, se exige que vire imediatamente heterossexual da noite pro dia e fique cheio de "tesão" por mulheres ou vice-e-versa, num passe de mágica. Não é assim que acontece com pessoas que viveram anos a fio sob impulso de condicionamentos psicológicos encravados, escravizadas por uma disposição mental imposta pelo pecado. Aquilo se impregna na personalidade de forma que leva muito tempo pra “despregar”.

Penso que a solução para a grande maioria é a de aconselhar o novo convertido ou interessado em ser um cristão, a se manter isento de qualquer envolvimento físico ou emocional com pessoas do mesmo sexo, a se santificarem decidindo por serem eunucos para Deus ou celibatários voluntários. É certo também, que alguns outros vão se apaixonar por pessoas do sexo oposto, casar e constituir família. Mas nos dois casos, deve-se pensar em um processo de vários anos pra se ver uma transformação significativa. Enquanto isso não acontece, é papel da igreja amar incondicionalmente e aceitar o gay, recebendo-o no seio da igreja e convivendo com ele sem cobranças ou falsos moralismos, esperando as mudanças que o Espírito Santo pode operar.

Quando se impõe um comportamento moral externo unificado, o resultado desastroso é o que vemos na prática: tantos quantos gays entrem na igreja, tantos quantos saem depois de um tempo frustrados e decepcionados pela falta de aceitação, de sabedoria e tolerância por parte de uma igreja despreparada que ainda não encarnou o Amor que ama até as últimas consequências.

Pense...



Originalmente postado em http://www.genizahvirtual.com/2010/07/elucubracoes-aleatorias-3.html Título original: Elocubrações Aleatórias








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