CineReforma - Em Defesa de Cristo

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domingo, 29 de agosto de 2010

A BÍBLIA DOS HIPER-CALVINISTAS (1)



por Rodrigo Toledo

"Eis que estou a porta e arrombo; independente de atender ou não o meu chamado, entrarei e cearei com ele, ainda que contra a sua vontade." Ap 3.20



Foto-Comentário do ReformaAgora (para os hiper-calvinistas):






















Rodrigo Toledo, por convicção teológica, é calvinista (ou quase isso)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

NÃO CONSIGO PARAR DE RIR (12)

Olha a cara de alegria do menino no final da conversa...



Sentiu o nipe do malandro?!




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

LOUVOR DE QUALIDADE (2)




Foto-Comentário do ReformaAgora:



















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terça-feira, 24 de agosto de 2010

BRASILEIRO É GUERREIRO? E NÃO DESISTE NUNCA? (NÃO!!! BRASILEIRO É BABACA, E GOSTA DE SE FERRAR!)



Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.


por Eliane Sinhasique

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...

Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).

Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.

Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.

Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria ser endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos.

Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho.



Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não.

Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.



Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação.
 
Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
 
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.
 
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.
 
PS2* Aos otários que doaram para o Criança Esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.
 
PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?
 
BRASILEIROS, PATRIOTAS (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA.... isto deve chegar em Brasilia.
 
 

Foto-Comentário do ReformaAgora:





segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AS HERESIAS DO CRISTIANISMO JUDAIZANTE


por Renato Vargens

Uma das mais novas crenças dos denominados evangélicos é o cristianismo judaizante. Na verdade, este movimento religioso e herético é a nova febre da atualidade. Isto porque, alguns dos evangélicos têm introduzido praticas vetero-testamentárias nos cultos e liturgias de suas igrejas. Na verdade, tais pessoas têm declarado que o resgate dos valores judaicos é uma revelação de Deus a igreja contemporânea, cujo slogan é “Sair de Roma e voltar para Jerusalém”

Estes modernos fariseus têm disseminado praticas como:

*Tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de musica “levitas de Deus”.

*Usar o Shofar, para liberar unção ou invocar a presença divina.

*Guardar o sábado fezendo dele o dia do Senhor.

*Observar TODAS as festas Judaicas.

*Usar o Kipá e o Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga.

*Usar excessivamente símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi dentre tantos outros mais.

*Construir protótipos da Arca da Aliança a fim de simbolizar entre os cristãos a presença de Deus.

*Mudar os nomes e as nomenclauras bíblicas judaizando tudo, a ponto de chamar Paulo de Rabino.

Caro leitor, não existem pressupostos bíblicos para que a igreja de Cristo, queira “recosturar” o véu do templo. Entretanto, alguns dos crentes atuais teimam em transformar em realidade aquilo que deveria ser uma simples sombra. Foi o Apostolo Paulo quem afirmou: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo", Colossences 2.16-17.

As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário (o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, não se prostram diante a Arca da Aliança e nem tampouco fazem uso do shofar.

Nossa mensagem, vida e testemunho deve ser Cristo, o Evangelho pregado deve ser o evangelho de Cristo, nossa mensagem central deve ser para a gloria e o engrandecimento do nome de Cristo.


 
Soli Deo gloria!

 
Foto-Comentário do ReformaAgora:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"O cristianismo verdadeiro não é feito por símbolos nem por práticas antigas ou resgatadas de outras religiões. O cristão precisa escolher se vai ser cristão ou judeu. Não dá pra ser os dois. Sendo cristão, o evangelho e Cristo são a regra de fé. Sendo judeu, a lei e Moisés são a regra. EM CRISTO, o fim de toda lei - Rm. 10:4" Renato Jr - http://blogrenatojr.blogspot.com/2009/09/shofar-e-cristianismo-judaizante.html


sábado, 21 de agosto de 2010

VERDADES, MUITAS VERDADES!!!






Ih, mulherada, nem adianta reclamar! Contra fatos não há argumentos!!!

Depois dessa, vou dormir uma semana no sofá!




FOGO ESTRANHO: BIZARRICES NA IGREJA EVANGÉLICA É TEMA DA REVISTA CRISTIANISMO HOJE


Em tempos de aberrações teológicas, apologistas e líderes evangélicos demonstram perplexidade diante de desvios doutrinários




O crente brasileiro sabe: vez por outra, a Igreja Evangélica é agitada por uma novidade. Pode ser a chegada de um novo movimento teológico, de uma doutrina inusitada ou mesmo de uma prática heterodoxa, daquelas que causam entusiasmo em uns e estranheza em outros.

Quem frequentava igrejas nos anos 1980 há de se lembrar do suposto milagre dos dentes de ouro, por exemplo. Na época, milhares de crentes começaram a testemunhar que, durante as orações, obturações douradas apareciam sobrenaturalmente em suas bocas, numa espécie de odontologia divina. Muito se disse e se fez em nome dessa alegada ação sobrenatural de Deus, que atraiu muita gente aos cultos. Embora contestados por dentistas e nunca satisfatoriamente explicados – segundo especialistas, o amarelecimento natural de obturações ao longo do tempo poderia explicar o fenômeno, e houve quem dissesse que a bênção nada mais era que o efeito de sugestão –, os dentes de ouro marcaram época e ainda aparecem em bocas por aí, numa ou noutra congregação.

Outras manifestações nada convencionais sacudiram o segmento pentecostal de tempos em tempos. Uma delas era a denominada queda no Espírito, quando o fiel, durante a oração, sofria uma espécie de arrebatamento, caindo ao solo e permanecendo como que em transe. Disseminada a partir do trabalho de pregadores (risos) americanos como Benny Hinn e Kathryn Kuhlman, a queda no poder passou a ser largamente praticada como sinal de plenitude espiritual e chegou com força ao Brasil. A coqueluche também passou, mas ainda hoje diversos ministérios e pregadores fazem do chamado cair no poder elemento importante de sua liturgia.

A moda logo foi substituída por outras, ainda mais bizarras, como a “unção do riso” e a “unção dos animais”. Disseminadas pela Comunhão Cristã do Aeroporto de Toronto, no Canadá, a partir de 1993, tais práticas beiravam a histeria coletiva – a certa altura do culto, diversas pessoas caíam ao chão, rindo descontroladamente ou emitindo sons de animais como leões e águias. Tudo era atribuído ao poder do Espírito Santo.


A chamada “bênção de Toronto” logo ganhou o mundo, à semelhança das mais variadas novidades. Parece que, quanto mais espetacular a manifestação, mais ela tende a se popularizar, atropelando até mesmo o bom senso. Mas o que para muita gente é ato profético ou manifestação do poder do Senhor também é visto por teólogos moderados como simples modismos ou – mais sério ainda – desvios doutrinários.
 
Pior é quando a nova teologia é usada com fins fraudulentos, para arrancar uma oferta a mais ou exercer poder eclesiástico autoritário. “A Bíblia diz claramente que haverá a disseminação de heresias nos últimos dias, e não um grande reavivamento, como alguns estão anunciando”, alerta Araripe Gurgel, pesquisador da Agência de Informações Religiosas (Agir). Pastor da Igreja Cristã da Trindade, ele é especialista em seitas e aberrações cristãs e observa que cada vez mais a Palavra de Deus tem sido contaminada e pervertida pelo apelo místico. “Esse tipo de abordagem introduz no cristianismo heresias disfarçadas em meias-verdades, levando a uma religião de aparência, sensorial, sem a real percepção de Deus”, destaca.

“Não dá para ficar quieto diante de tanta bizarrice”, protesta o pastor e escritor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ). Apologista, ele tem feito de seu blog uma trincheira na luta contra aberrações teológicas como as que vê florescer, sobretudo, no neopentecostalismo. “Acredito, que, mais do que nunca, a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina, defendendo os valores inegociáveis da fé cristã.

A apologética cristã é um ministério indispensável à saúde do Corpo de Cristo”. Na internet, ele disponibiliza farto material, como vídeos que mostram um pouco de tudo. Um dos mais comentados foi um em que um dos líderes do Ministério de Madureira das Assembleias de Deus, Samuel Ferreira, aparece numa espécie de arrebatamento sobre uma pilha de dinheiro, arrecadado durante um culto. “Acabo de ver no YouTube o vídeo de um falso profeta chamado reverendo João Batista, que comercializa pó sagrado, perfume da prosperidade e até um tal martelão do poder” acrescenta Vargens. Autor do recém-lançado livro "Cristianismo ao gosto do freguês", em que denuncia a redução da fé evangélica a mero instrumento de manipulação, o pastor tem sido um crítico obstinado de líderes pentecostais que fazem em seus programas de TV verdadeiras barganhas em nome de Jesus. “O denominado apóstolo Valdomiro Santiago faz apologia de sua denominação, a Igreja Mundial do Poder de Deus, desqualificando todas as outras. E tem ensinado doutrinas absolutamente antibíblicas, onde o ‘tomá-lá-dá-cá’ é a regra”. Uma delas é o trízimo, em que desafia o fiel a ofertar à instituição 30% de seus rendimentos, e não os tradicionais dez por cento.

A “doutrina das sementes”, defendida por pregadores americanos como Mike Murdock e Morris Cerullo nos programas do pastor Silas Malafaia, também rendeu diversos posts. Segundo eles, o crente deve ofertar valores específicos – no caso, donativos na faixa dos mil reais – em troca de uma unção financeira capaz de levá-lo à prosperidade. “Trata-se de um evangelho espúrio, para tirar dinheiro dos irmãos”, reclama Vargens. “Deus não é bolsa de valores, nem se submete às nossas barganhas ou àqueles que pensam que podem manipular o sagrado estabelecendo regras de sucesso pessoal.”


Crise teológica

Numa confissão religiosa tão multifacetada em suas expressões e diversa em termos de organização e liderança, é natural que o segmento evangélico sofra com a perda de identidade. O próprio conceito do que é ser crente no país – tema de capa da edição nº 15 de CRISTIANISMO HOJE – é extremamente difuso. E muitas denominações, envolvidas em práticas heterodoxas, vez por outra adotam ritos estranhos à tradição protestante.

Joaquim de Andrade, pastor da Igreja Missionária Evangélica Maranata, do Rio, é um pesquisador de seitas e heresias que já enfrentou até conflitos com integrantes de outras crenças, como testemunhas de Jeová e umbandistas. Destes tempos, guarda o pensamento crítico com que enxerga também a situação atual da fé evangélica: “Vivemos uma verdadeira crise teológica, de identidade e integridade. Os crentes estão dando mais valor às manifestações espirituais do que à Palavra de Deus”.


Neste caldo, qualquer liderança mais carismática logo conquista seguidores, independentemente da fidelidade de sua mensagem à Bíblia. “Manifestações atraem pessoas. O próprio Nicodemos concluiu que os sinais que Cristo operou foram além do alcance do povo, mas não temos evidência de que ele tenha mesmo se convertido”, explica o pastor Russel Shedd, doutor em teologia e um dos mais acreditados líderes evangélicos em atuação no Brasil. Ele refere-se a um personagem bíblico que teve importante discussão com Jesus, que ao final admoestou-lhe da necessidade de o homem nascer de novo pela fé. “Líderes que procuram vencer a competição entre igrejas precisam alegar que têm poder”, observa, lembrando que a oferta do sobrenatural precisa atender à imensa demanda dos dias de hoje. “Mas poder não salva nem transmite amor”, conclui.


“A busca pela expansão evangélica traz consigo essa necessidade de aculturação e, na cultura religiosa brasileira, nada mais puro do que a mistura”, acrescenta o pastor Fabrício Cunha, da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo. “O candomblé já fez isso, usando os símbolos do catolicismo; o espiritismo, usando a temática cristã; e agora, vêm os evangélicos neopentecostais, usando toda uma simbologia afro e um misticismo pagão”, explica. Como um dos coordenadores do Fórum Jovem de Missão Integral e membro da Fraternidade Teológica Latinoamericana, ele observa que mesmo os protestantes são fruto de uma miscigenação generalizada, o que, no campo da religião, tem em sua gênese um alto nível de sincretismo.


Acontece que, em determinadas comunidades cristãs, alguns destes elementos precisam ser compreendidos como estratégias de comunicação e atração de novos fiéis. Aí, vale tanto a distribuição de objetos com apelo mágico, como rosas ungidas ou frascos de óleo, como a oferta de manifestações tidas como milagrosas, como o já citado dente de ouro ou as estrelinhas de fogo – se o leitor ainda não conhece, saiba que trata-se de pontos luminosos que, segundo muitos crentes, costumam aparecer brilhando em reuniões de busca de poder, sobretudo vigílias durante a noite ou cultos realizados nos montes, prática comum nas periferias de grandes cidades como o Rio de Janeiro. O objetivo das tais estrelinhas? Ninguém sabe, mas costuma-se dizer que é fogo puro, assim como tantas outras manifestações do gênero.


“Alguns desses elementos são resultado de um processo de sectarização religiosa”, opina o teólogo e mestre em ciências da religião Valtair Miranda. “Ou seja, quanto mais exótica for a manifestação, mais fácil será para esse líder carismático atrair seguidores para seu grupo”. Miranda explica que, como as igrejas evangélicas, sobretudo as avivadas, são, em linhas gerais, muito parecidas, o que os grupos sectários querem é se destacar. “Eles preconizam um determinado tópico teológico ou passagem bíblica, e crescem em torno disso. Objetos como lenços ungidos, medalhas, sal ou sabonete santificados são exemplos. Quanto mais diferente, maior a probabilidade de atrair algum curioso”. A estratégia tende a dar resultado quando gira em torno de uma figura religiosa carismática. “Sem carisma, estes elementos logo provocam sarcasmo e evasão”, ressalva. O estudioso lembra o que caracteriza fundamentalmente um grupo sectário – o isolamento. “Uma seita precisa marcar bem sua diferença para segurar seu adepto. Quanto mais ele levantar seus muros, mais forte será a identidade e a adesão do fiel.”
 
“Propósito de Deus”
 
Mas quem faz das manifestações do poder do Espírito Santo parte fundamental de seu ministério defende que apenas milagres não bastam. “É necessário um propósito e uma mudança de vida”, declara o bispo Salomão dos Santos, dirigente da Associação Evangélica Missionária Ministério Vida. Como ele mesmo diz, trata-se de uma igreja movida pelo poder da Palavra de Deus, “que crê que Jesus salva, cura, liberta e transforma vidas”. O próprio líder se diz um fruto desse poder. Salomão conta que já esteve gravemente doente, sofrendo de hepatite, câncer e outras complicações que a medicina não podia curar. “Cheguei a morrer, mas miraculosamente voltei à vida”, garante o bispo, dizendo que chegou a jazer oito horas no necrotério de um hospital. “Voltei pela vontade de Deus”, comemora, cheio de fé.


Consciente, Salomão diz que milagres e manifestações naturais realmente acontecem, mas “somente para a exaltação e a glória do Senhor, e não de homens ou denominações”. O bispo também observa que alguns têm feito do poder extraordinário de Jesus uma grande indústria de milagres: “O Senhor não dá sua glória para ninguém. Ele opera maravilhas através da instrumentalidade de nossas vidas”. E faz questão de reiterar a simplicidade com que Jesus viveu sua vida terrena e que, muitas vezes, realizou grandes milagres sem nenhum alarde. “O agir de Deus não é um espetáculo.”


Sangue fajuto


A novidade chama a atenção pelo seu aspecto bizarro. Num templo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), fiéis caminham através de pórticos representando diversos aspectos da vida (“Saúde”, “Família”, “Finanças”). Até aí, nada demais – os chamados atos proféticos como este são comuns na denominação. O mais estranho acontece depois. Caracterizados como sacerdotes do Antigo Testamento, pastores da Universal recebem as pessoas e, sobre um pequeno altar estilizado, fazem um “sacrifício de sangue”. A nova prática vem ganhando espaço nos cultos da Iurd, igreja que já introduziu no neopentecostalismo uma série de elementos simbólicos. Tudo bem que o sangue não é real (trata-se de simples tinta), mas a imolação simulada vai contra tudo o que ensina o Novo Testamento, segundo o qual Jesus, o Cordeiro de Deus, entregou-se a si mesmo como supremo e definitivo sacrifício pela humanidade. Com sangue puro, e não cenográfico.


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Sou fã do http://www.bereianos.blogspot.com/ e surrupiei esse artigo de lá... rsrs


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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

NÃO CONSIGO PARAR DE RIR (10)





Serra come todo mundo...




Cômo ele; cômo a mãe dele, que eu conhecí também; cômo a Vânia, que é sua mulher; cômo o Damião; cômo a Andréia; cômo a Dona Maria; cômo arroz; cômo bife; cômo batata frita; etc.

KKKKKKKKKKKKKKKK


Foto-Comentário do ReformaAgora:






















Só faltou a fotinha do Luan Santana... hehe

terça-feira, 17 de agosto de 2010

QUEM PRECISA DO "A VOZ DA VERDADE", SE TEMOS O "MUSICAL FORMOSA"?!



por Rodrigo Toledo

E se lhes perguntassem sobre mim? Se vocês fossem abordados por alguém perguntando se me conhece, o que responderiam?

Digamos que lhes pergunte dessa forma: Eih, conhece o Rodrigo Amaro de Toledo, irmão da Lucimeire, e casado com a Jaqueline?

Quem me conhece de verdade, saberia que não se trata da minha pessoa. Meu nome verdadeiro é Rodrigo Marques de Toledo, e sou irmão da Lidiane. Minha esposa se chama, na verdade, Janaína.

Perceberam a discrepância?! Alguém tentou falar de mim, mas apontou para outra direção. Deram as pistas erradas! É como se quisessem viajar na direção sul, e embarcassem num ônibus rumo ao norte.

Tá bom, tá bom... já vou dizer porque escrevi tudo isso. Há algum tempo, li um livro escrito por um grande amigo, livro esse que mexeu profundamente comigo, e me fez enxergar certas coisas que acontecem em nossas denominações.

"O Sentido que Todo Ser Procura" é uma obra fantástica, mas fiquei mesmo impressionado ao ler o capítulo 4. Permitam-me uma simplória explanação. Pedro e Helena chegaram num lugar chamado O Vale dos Orientadores, onde todos tinham comportamento estranho. Os dois jovens viajantes precisavam seguir adiante, e eis a resposta que tiveram ao perguntar pra que lado ficava o leste: " O leste fica naquela direção – e apontou – mas se preferirem ir naquela outra tudo bem. Escolha a direção mais fácil, a que mais combina com vocês. É tudo uma questão de escolha – disse outra pessoa. Você nunca ouviu dizer que todos os caminhos levam a praça?".

Se quiserem ler, entrem no blog http://www.semeador12.blogspot.com/.

As vezes fico indignado quando vejo certos comportamentos subjetivos e tendenciosos em cristãos. Parece que não buscam mais a verdade, mas sim a satisfação. "O importante é ser conveniente com meu modo de viver", pensam. Outro dia conversava com um irmão sobre o grupo A Voz da Mentira (rsrsrs). Minha intenção era mostrar que esse grupo musical está ligado a uma seita unicista de mesmo nome, mas sentí-me frustrado. Ele não me ouviu. Á única coisa que ele ficava tagarelando era Mas sinto unção nas canções deles... E ainda por cima, tentou me convencer de que eu (e não ele) estava errado, e me acusou de pregar divisão entre o povo de Deus.

Divisão?! Como assim?! Como pode haver divisão em algo que nunca se juntou?! Desde quando a verdadeira igreja de Cristo creu no unicismo? Isso que faço não é pregar divisão, e sim, alertar contra o perigo que nos rodeia... os falsos-profetas/pregadores/popstores/paipóstolos estão de todas as formas querendo destruir a sã doutrina.

Estou cansado desses discursos sincretistas no meio gospel, tipo o importante é o amor; respeite aqueles que creêm diferente de você, etc. Não aguento mais esses malas no nosso meio, disseminando falso amor, falsa tolerância, e falsas doutrinas. Chega! É hora do bota-fora evangélico! Fora com o unicismo, com a teologia da prosperidade, com o triunfalismo, com o folclore-gospel!

Vou deixar uma coisa bem clara aqui: respeitar e concordar não é a mesma coisa. Posso respeitar, mas não sou obrigado a concordar!

É tempo de mostrarmos a direção certa. É tempo de apontarmos para o Cristo certo, o Cristo bíblico-histórico. Afinal, o leste fica no leste, e não onde queiramos que ele fique!

E pra finalizar, quero deixar pra vocês um louvor do Grupo Musical Formosa. Afinal, pra quê A Voz da Mentira se agente pode ter louvores verdadeiramente ungidos (e bíblicos)!!!






Foto-Comentário do ReformaAgora (só pra quem gosta do Voz da Mentira!)




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CRÍTICAS DE UM APOLOGISTA (1)




"Infalibilidade Pastoral"

por Rodrigo Toledo


Quando era novo convertido, eu sempre ouvia pregadores e professores de escola dominical atacando alguns dogmas da Igreja Católica Romana, como a transubstanciação e o purgatório. Mas nenhum dogma era tão atacado como o da "infalibilidade papal".

Lembro-me das críticas ácidas acompanhadas pelos trejeitos indignados de quem criticava, bem como a expressão de satisfação por parte da liderança ao ouvir tais ataques. Faço aqui uma pausa para esclarecer que, como cristão e apologista, não concordo e nem defendo tais dogmas do romanismo, por entender que não têm respaldo em contexto bíblico. Mas não posso deixar de observar que o feitiço voltou-se contra o feiticeiro.

Parece mesmo que, de uns tempos para cá, a liderança evangélica passou a acreditar que é infalível. Da boca pra fora dizem que são humildes servos do Senhor, mas na prática sequer admitem ser questionados, e quando o são, prontamente disparam trechos da bíblia separados de seus contextos: "não toqueis nos meus ungidos" ou "ai daquele que tocar no ungido do Senhor". E que tal "obedecer é melhor do que sacrificar"? Mas nenhum desses versículos é mais citado do que Hebreus 13.17.



Então, logo após essa colcha de retalhos ter sido pronunciada, a liderança inicia uma verborragia em favor da obediência cega e casuísta, irracional e não-crítica.



Ok, ok... sei que alguém dirá Mas está escrito que devemos obedecer os nossos pastores! E eu concordo em gênero, número e grau! Realmente, a obediência agrada a Deus. A Palavra do Senhor deixa claro que devemos obedecer ao pastor, e apoiá-lo em seus projetos na igreja local, pois foi posto por Jesus (Ef 4.11).



Sim, nosso dever como cristãos é amar e obedecer nossos pastores. E, agora que já esclarecemos o que o texto de Hb 13.17 significa, gostaria de esclarecer o que esse texto NÃO significa:



1) o escritor inspirado NUNCA teve em mente que devemos obedecer à uma liderança corrupta;



2) o texto NÃO significa que devamos nos sujeitar à pastores egocêntricos;



3) NÃO significa que um pastor tenha o direito de invadir o espaço vital da membresia;



4) NÃO significa que devamos nos calar diante do favoritismo e do opinismo dentro da igreja;



5) o texto NÃO faz referência à ditadores de terno e gravata;



6) Hb 13.17 NÃO recomenda a nossa obediência à tirania dentro da igreja;



7) o texto NÃO faz referência à líderes que só se preocupam com o próprio bolso;



8) NÃO significa que devamos suportar efemeridades e ensinamentos errôneos por parte do pastor;



9) NÃO significa que não podemos contrariar ou corrigir o pastor quando este comete erro;



10) o texto NÃO menciona que o líder está acima da crítica.



Há uma razão para a qual o pastor existe - aperfeiçoamente e edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12). Este é o verdadeiro pastor, o qual deverá receber nosso apoio e obediência, pois está preocupado com o Reino de Deus e a salvação das almas.



E antes que algum pastor infarte, vou logo dizendo:

a) "não tocar no ungido do Senhor" refere-se à não ferí-lo fisicamente com o fim de matá-lo. NÃO SIGNIFICA que não possa criticá-lo. Não posso atentar contra a vida do ungido, ferindo-o para matar. Mas posso, alegoricamente falando, cortar-lhe um pedaço da roupa, e roubar-lhe o jarro d'agua e a lança (1Sm 24.4,11; 26.11,12), com o fim de mostrar-lhe que, quem manda na igreja ainda é o Senhor Jesus.



b) "obedecer é melhor do que sacrificar" (1Sm 15.22) refere-se à insensatez de Saul, que trouxe ovelhas e bois dos amalequitas, quando deveria ter destruído-os também. Logo, obedecer (o mandamento do Senhor de matar até mesmo os animais dos amalequitas) era melhor do que sacrificar (os animais que Saul poupou). Assim, a rebeldia do rei foi pior até mesmo que feitiçaria. O texto fala de obediência à Deus!



c) A expressão "anjo da igreja" (Ap 1.20; 2.1,8,12,18...) refere-se à tarefa para a qual o pastor foi posto na igreja, nada tendo que ver com autoridade. A palavra anjo significa mensageiro. Em outras palavras o texto mostra que o pastor tem a responsabilidade de entregar a mensagem. E só!!!



Agora pode infartar!
 
Foto-Comentário do ReformaAgora:



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

NÃO CONSIGO PARAR DE RIR (9)





Foto-Comentário do ReformaAgora:




NÃO CONSIGO PARAR DE RIR (8)



Você deve estar se perguntando: Mas o que isso tem "a ver" com reforma da igreja?!

Resposta: também não sei, mas foi engraçado pra caramba ver a máquina quicar e despedaçar...


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ENCONTRADOS OS RESTOS MORTAIS DOS 12 APÓSTOLOS!



Daí eu pergunto: Será que essa gente realmente acredita nisso?



Foto-Comentário do ReformaAgora:

terça-feira, 3 de agosto de 2010

REAL BELEZA!





por Rodrigo Toledo

A algum tempo observo o comportamento humano... e como as grandes metrópoles vêm abafadando a individualidade dos jovens! Vêm roubando nosso direito de parar, olhar, pensar, e gostar!


Seis da manhã. O despertador dá o seu grito tirano... e tudo o mais é só correria. Os mais lindos jardins (que causariam inspiração em da Vinci ou em Michelangelo) já não nos causa admiração. Pôr-do-sol não mais atraí nossa atenção... apenas a correria. A beleza de uma caminhada antes do trabalho com amigos dá lugar a calculadora e prancheta. A beleza de fazer boas ações aos menos favorecidos dá lugar à preocupação em chegar cedo e sair tarde.

Ah, se os jovens pudessem perceber a verdadeira beleza que há neles... a força, o vigor, a vivacidade, os olhos brilhantes e sonhadores, a vontade de vencer! Mas parece que tudo isso lhes é usurpado pelos grandes e exigentes centros. Adolescentes e jovens, de um modo geral, perderam a noção da verdadeira beleza.


Querem a todo custo chamar a atenção, pintando o cabelo de verde, colocando um ou dois piercings, fazendo uma ou outra tatuagem, colocando prótese de silicone, etc. Alguns aderem até mesmo a religiões extravagantes. E tudo isso só para chamar a atenção.


O resultado agente vê: muito dinheiro, tempo e energia gastos em plásticas e moda. Esqueceram da beleza que há na simplicidade de um sorriso; no charme estonteante que há em algumas sardas; no olhar penetrante de "eih você, seja bem-vindo, quer ser meu amigo?".

Nos esquecemos de como é bom sentarmos com pessoas queridas e tomarmos um chá. Fomos engolidos pela correria... então, como resolver esse dilema? Na minha opinião, essa é uma questão delicada e merece nossa atenção. Precisamos cultivar novamente os bons princípio bíblicos e voltarmos ao que realmente importa: os sorrisos, os abraços, os olhares acolhedores de "bem-vindo", as sardas (rsrsrs)...

É, eu sei, tenho meus defeitos físicos... sou gordinho, minha barba arranha se eu deixá-la crescer, e calço um "senhor" de um 44 (rsrsrs). Mas, quer saber, tenho defeitos piores que esses. Não conseguí ser um bom filho para os meus pais; não consegui ser um bom colega para meus companheiros na escola; não fui um bom irmão; e ainda não consegui alcançar um padrão adequado de marido perfeito (mas eu chego lá!). Mesmo assim, minha esposa me ama!

Ah, a minha esposa. Ela também têm esses "defeitinhos" que costumam ser combatidos pela cultura massificada e pragmática. Usa óculos, tem algumas sardas no rosto, é pequenininha, e gasta mais que o necessário com sapatos (rsrsrs). Mas eu amo tudo que há nela... ela consegue ficar mais bonita com os óculos, e as sardas... ah, aquelas sardas, são mesmo estonteantes! Seu espírito é jovem e contagiante, tem força de vontade. Os olhos dela brilham quando busca o que quer!

Digo sim, definitivamente, para a verdadeira beleza, o caráter, o respeito, e especialmente, à beleza de servir a Cristo.

Pronto, falei!