CineReforma - Em Defesa de Cristo

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Resultado da Enquete: Afinal, precisamos de uma reforma? continuação...



Aqui está. Como prometido, a continuação do resultado da enquete "Afinal, precisamos de uma reforma?"


11) Com que frequência vai aos cultos:
a) todos os dias - 0%
b) até três vezes na semana - 55%
c) somente aos domingos - 45%
d) desigrejado - 0%

Se por um lado, fico feliz em saber que a maioria de meus leitores têm uma certa qualidade quanto a cosmovisão cristã, por outro lado, fico preocupado em não estar conseguindo alcançar a grande parcela mal instruída doutrinariamente e teologicamente. Nesse item, observamos que 55% dos votantes cultuam a Deus em suas denominações pelo menos três vezes por semana.


12) Com que frequência consulta as Escrituras:
a) todos os dias - 36%
b) até três vezes na semana - 55%
c) somente durante o culto - 9%
d) não tenho o costume de ler - 0%

Item de extrema importância, julgo eu, para criarmos um quadro da condição de nossos leitores. A maioria esmagadora consulta frequentemente as Escrituras, o que novamente redundo no mesmo comentário - a preocupação que há em alcançar a grande massa manipulada pelo pragmatismo e legalismo religioso.


13) Sobre seu pastor:
a) foi consagrado por realmente ter chamado para liderança cristã - 73%
b) foi consagrado porque aceitava todas as ordens de seus pastor antecessor - 9%
c) se auto-consagrou - 0%
d) não tenho interesse em saber sobre o passado do pastor - 18%

Cabe um olhar mais atento sobre a discussão em torno da posição de liderança ocupada na igreja. Muitas vezes, os membros não se preocupam em conhecer o porquê de seu pastor estar onde está. Aliás, em alguns casos, sequer conhecem o histórico do pastor, bastando-lhes o cômodo argumento de que estão olhando tão somente para Cristo, e não para coisas periféricas. Ora, mas é exatamente o fato de olharmos para Cristo que nos impulsiona a nos atentarmos para o motivo pelo qual o sujeito ocupa cargos de liderança na igreja, pois foi o próprio Cristo quem nos ensinou a julgar pela reta justiça e não pela aparência (Jo 7.24) e que deveríamos tomar muito cuidado com falsos profetas e falsos mestres (Mt 7.15; 24.4).



14) Por que motivo acredita que a liderança não aceita a reforma em nossos dias?
a) a denominação irá perder membros - 27%
b) o dízimo coletado irá diminuir - 0%
c) o pastor é arrogante e tirano, não aceita ser contrariado - 27%
d) medo de mudar os moldes e liturgia - 36%

Discorrerei brevemente acerca de algumas razões pelas quais a maioria dos pastores brasileiros não concordam com a reforma em suas denominações. 

Primeiro ponto é o status. Parece-nos, pelas conversas entre pastores de diferentes denominações, estarem mui preocupados com "quórum", cabeças por metro quadrado nos cultos. Quando há uma debandada de membros para outros "apriscos", o fato é comentado como motivo de vergonha para o ex-pastor desses membros. Uma reforma doutrinária terminaria por afastar todos que buscaram estar na igreja pelos motivos errados - prosperidade e sonhos, ou simplesmente melhor perspectiva econômica de vida, sobretudo vitórias em áreas de interesse pessoal. In other words, ficariam apenas os que procuraram a igreja por amar a verdade e o Reino de Deus acima de tudo.

Segundo, redução dramática na coleta de dízimos e ofertas. Existem pastores que são assalariados e que vivem integralmente para a igreja. Uma redução substancial na soma de ofertas e dízimos obrigaria a liderança a procurar emprego para o sustento de suas famílias, muitas vezes também diminuindo drasticamente a qualidade e o estilo de vida dos familiares. Um pastor, por exemplo, que sustenta esposa e dois filhos com salário de R$ 2.800,00 pagos pela igreja, deverá readaptar o estilo de vida de sua família caso consiga um emprego com salário de R$ 950,00. O filho terá que abandonar atividades onerosas como jiu-jitsu, e terá de arrumar um emprego também, se quiser continuar na faculdade. A filha sairá das aulas de balé ou sapateado. Mesmo a esposa terá de ajudar na renda de casa, arrumando um emprego e dispensando a empregada. Aliás, ela fará tudo de agora em diante -  lavar (incluindo o banheiro), passar, cozinhar; unhas e sobrancelhas serão cuidadas em casa mesmo. Conseguiria o pastor "domar" a família debaixo de seus cuidados a esse ponto? Será que a esposa admitiria trabalhar, sujar as mãos, estragar as unhas, recolher o lixo, enfim, fazer o trabalho da empregada?


Terceiro, orgulho. Uma reforma de nível doutrinário abalaria o esqueleto da denominação, substituindo alguns "ossos" desnecessários e até mesmo danosos para a ortodoxia da igreja. Já imaginou o pastor subindo ao púlpito para pedir perdão a igreja pelas décadas de legalismo emburrecido? Consegue antever seu líder ruborizado de vergonha, pedindo perdão as mulheres que, durante décadas, sentiram vontade de usar maquiagem ou mesmo um simples batom, mas não puderam devido ao medo de ir para o inferno?   Pedindo perdão aos membros por proibições baseadas em versículos fora de seus contextos, superficialmente entendidos, muito porcamente interpretados? Eu não consigo visualizar essa cena! Pergunto-me se teríamos líderes pedindo perdão por doutrinas biblicamente estranhas como maldição hereditária e triunfalismo.


Quarto, trabalho verdadeiro. Muita atividade é inventada dentro das denominações na tentativa de desviar o foco do real trabalho  necessário: chá não-sei-das-quantas; encontro sei-lá-do-quê; Festividade tiro-liro-lá; Congresso Nacional do Bate-Cabeça-No-Reteté; etc. Na maioria desses "encontros", Cristo, Seu Senhorio e Sua Soberania não são glorificados! Os assuntos em voga geralmente são sonhos, vitória, bênçãos, dinheiro e mais dinheiro. E, é claro, uma porção generosa de heresias batizadas com reteté do manto(?) de Jiuvá Cerol! Mas, o trabalho verdadeiro da igreja é anunciar o evangelho aos não-alcançados. Como bem disse Oswald J. Smith, "Por que alguém deveria ter o direito de ouvir o evangelho duas vezes antes de todos o terem ouvido pela primeira vez?"



Em breve, a última parte do resultado da enquete, comentado.


Aos vendilhões, o azorrague!



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