CineReforma - Em Defesa de Cristo

CineReforma - Em Defesa de Cristo

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Conspiração da Pólvora



por Rodrigo Toledo


Não Sei o Que Pensar Sobre Hoje, 05 de Novembro

Existe uma história de luta de oprimidos, que poderia nos ensinar algumas lições. Sempre admirei o trabalho intelectual do Rei Tiago, inclusive por causa de sua tradução do texto sagrado, que até hoje, depois de aproximadamente 400 anos, ainda é utilizada pela igreja anglicana. 

Mas, em relação ao seu trabalho como rei, não estou tão certo se o admiro. Ele apregoava separatismos para direitos de puritanos e católicos, inclinando-se a favor dos anglicanos. O resultado foi catastrófico: vários homens foram presos, torturados e executados por tentarem destruir o parlamento inglês com 36 barris de pólvora, numa reunião onde o rei também estaria presente. Dentre os terroristas, Guy Fawkes, um soldado convertido ao catolicismo, completamente revoltado com a injustiça do rei e do parlamento para com os adeptos de sua religião.

E agora? O que pensar de Guy Fawkes? Um terrorista? Um idealista? Bandido? Herói? Seria ele um revolucionário? Ou apenas um jovem manipulado pelas idéias do grupo conspiracionista defensor da classe oprimida católica?

Não sei se dou glórias a Deus pelos puritanos que não se envolveram no atentado, ou se lamento pela administração absolutista do rei James (Tiago).

Sendo assim, não sei se comemoro a Noite das Fogueiras, ou se junto-me a Fawkes na luta pelos oprimidos. Não sou católico, nem anglicano. Gosto dos puritanos. Mas sei que atentados terroristas não resolvem o problema - vide 11 de setembro de 2011. Disso eu tenho certeza: apenas aumenta o ódio, gerando mais ódio.

Que aprendamos com a história - posso não concordar com as idéias de uma minoria, mas não tenho o direito de oprimí-los por expressarem suas opniões, desde que não façam apologia ao crime e ao caos. 

Hoje, não irei cantar a antiga canção: "Me lembro, me lembro, do cinco de novembro, Do atentado e da pólvora, se deve saber, E não vejo razão, para que tal traição, Um dia se venha a esquecer". Prefiro recitar Voltaire: "Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la".

Aos vendilhões, o azorrague!!!


***

Nenhum comentário:

Postar um comentário